Novo valor do Bolsa Família alivia orçamento de milhares de famílias em Mato Grosso do Sul
- Economia
- 19/10/2026 06:30
Conforme matéria publicada pelo portal Campo Grande News, os beneficiários do Bolsa Família passam a receber, a partir de 19 de outubro, pagamentos com valor mínimo reajustado em 15%, subindo de R$ 600 para R$ 691. A medida deve impactar quase 191 mil famílias em Mato Grosso do Sul, estado onde o repasse somou R$ 132,5 milhões no mês de setembro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
A publicação ressalta que o programa funciona com fluxo contínuo de entradas e saídas. Para ingressar, é necessário estar no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda familiar per capita de até R$ 218 mensais — lembrando que o cadastro por si só não garante concessão imediata. Em entrevista ao Campo Grande News, Mayara Almeida da Silva Ferreira, gerente de Gestão do CadÚnico da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) de Campo Grande, esclareceu que o município realiza as entrevistas e atualizações, mas a concessão automática e o tempo de espera dependem de procedimentos do Governo Federal (Portaria MDS nº 897/2023).
O processo de seleção prioriza famílias em situação de extrema vulnerabilidade, como aquelas com crianças em trabalho infantil, resgatadas de trabalho análogo à escravidão, quilombolas, indígenas, catadores de recicláveis, pessoas em situação de rua, acompanhadas pelo Prontuário SUAS ou em risco de insegurança alimentar apontadas pelo Ministério da Saúde. Na sequência, o sistema analisa a taxa de cobertura local, presença de gestantes, crianças e jovens, além da menor renda per capita.
A reportagem do Campo Grande News destaca também a Regra de Proteção (Portaria MDS nº 1.084/2025): beneficiários que aumentam a renda per capita acima de R$ 218, mas até o limite de R$ 706, podem continuar no programa por até 18 meses recebendo 50% do benefício. Já os bloqueios ocorrem principalmente por inconsistências de renda ou falta de atualização cadastral, situação em que as famílias devem procurar os postos de atendimento.
Em depoimentos colhidos pelo Campo Grande News, beneficiárias relataram o impacto direto do reajuste em suas rotinas:
A manicure autônoma Danielle Peres utiliza os recursos como complemento para contas de água, luz, gás e alimentação.
Para Nathalia Franco, que está desempregada e depende do benefício como única fonte de renda para cobrir itens de higiene e alimentação dos filhos, o aumento traz maior estabilidade e alívio no orçamento doméstico.


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