LISTA: Confira servidores da Sejusp-MS que foram alvos de operação por desvio de cocaína

  • Polícia
  • 24/09/2026 15:40

A Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), prendeu familiares de detento, policiais militares e civis nesta quinta-feira (24).

Os alvos são investigados em um esquema envolvendo delegado e policiais civis por desvio de carga de cocaína. O delegado não foi encontrado e a defesa disse que não foi informada sobre o mandado de prisão que existe contra o cliente.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, entre os presos estão quatro policiais civis, com salário entre R$ 12 mil e R$ 15 mil. Há também um policial militar que recebe salário de R$ 8.601,82.

Confira a lista dos presos:

  • Douglas Tobias (policial civil)
  • Neverson Vieira de Araújo (policial civil)
  • Alison Lemes Bezerra (policial militar)
  • Augusto Torres Galvão Florindo (ex-policial civil)
  • Vitor Ribeiro Venancio dos Santos (policial penal, que já estava preso)
  • Valdenice da Silva Goes (mãe de investigado)
  • Ana Carolina da Silva dos Santos (irmã de investigado)
  • Wesley Benites

Ainda na lista dos mandados de prisão estão o investigador Roberto Palmeira da Silva, atualmente afastado por problemas de saúde. A princípio, a informação é de que ele deve se apresentar à polícia ainda nesta quinta.

Também consta mandado contra o delegado Hoffman D’ávila Cândido e Sousa, que já foi titular da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Conforme apurado pelo Midiamax, mais alvos devem se apresentar. Até o momento, não há divulgação oficial dos mandados.

Horas após a Operação Infiltrados, a Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) afirmou que “não compactua com desvio de conduta por parte de seus integrantes”.Ainda afirmou que os presos na operação já estavam sendo monitorados: “A operação envolve servidores das forças de segurança pública que já eram investigados pelas respectivas Corregedorias, sendo que três deles já haviam sido presos anteriormente e um inclusive exonerado recentemente”.

Operação Infiltrados

Nesta quinta-feira (24), equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), cumpriram 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 ordens de busca e apreensão em , e .

Além dos policiais e a família do detento, uma garagem de veículos na Avenida Bandeirantes, em Campo Grande, também foi alvo da operação do Gaeco.

As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, que revelaram a participação de vários policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.

Desvio de droga

O modus operandi adotado pela organização criminosa consistia no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão — nos registros formais — de parte da droga efetivamente arrecadada, seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia.

A droga desviada é repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir a droga no mercado ilícito.

Os policiais que integram a organização criminosa se valiam de suas funções públicas exercidas no combate à criminalidade para, em completa subversão de seus deveres funcionais, atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.

Confira a nota da Sejusp-MS na íntegra:

“A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informa que a Operação ‘Infiltrados’, deflagrada nesta quinta-feira (24) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) juntamente com as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Militar visa o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão de investigados por tráfico de drogas e outros crimes.

A operação envolve servidores das forças de segurança pública que já eram investigados pelas respectivas Corregedorias, sendo que três deles já haviam sido presos anteriormente e um inclusive exonerado recentemente.

A Sejusp e as forças de segurança de Mato Grosso do Sul não compactuam com qualquer desvio de conduta ou prática ilícita por parte de seus integrantes. Eventuais desvios serão apurados com rigor, observando a legislação vigente, o devido processo legal e as garantias individuais dos investigados.

A Secretaria reafirma seu compromisso com a legalidade, a máxima transparência e o fortalecimento dos mecanismos de controle e correição das instituições que a integram.”

Lívia Bezerra, Thatiana Melo, Rodrigo Santos

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