Mesmo com neutralidade nacional da Federação PP-União Brasil, MS mantém aliança com o PL de Flávio Bolsonaro
- Política
- 24/07/2026 08:43
A decisão da cúpula nacional da Federação União Progressista (PP e União Brasil) de adotar neutralidade na disputa pela Presidência da República não causará impactos no cenário político de Mato Grosso do Sul. No Estado, a coligação entre PP, União Brasil, PL, Republicanos e outras siglas segue confirmada.
Para consolidar o alinhamento regional com o projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador Eduardo Riedel (PP) e o presidente estadual do PL, ex-governador Reinaldo Azambuja, viajam a São Paulo para participar da convenção nacional do PL. O evento oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Liberdade nos estados
Apesar da retirada do apoio formal na esfera federal, a executiva nacional liberou os diretórios regionais para definirem suas composições de acordo com o contexto local.
A senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP e da federação no Estado, garantiu ao Correio do Estado que os acordos locais continuam preservados:"A neutralidade da federação na disputa presidencial não altera os acordos já costurados em Mato Grosso do Sul. Não vai afetar em nada. Estaremos coligados com PL, Republicanos e outros mais no nosso estado", afirmou.
Tereza Cristina chegou a ser convidada para compor a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice-presidente, mas declinou. Segundo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a recusa está atrelada ao foco da senadora na disputa pela presidência do Senado em 2027.
Cenário aberto até agosto
Reinaldo Azambuja também ressaltou a autonomia dos diretórios estaduais e ponderou que as composições nacionais ainda podem passar por ajustes até o prazo final de registro de candidaturas, em 15 de agosto.
O movimento de Mato Grosso do Sul reflete uma tendência observada em outros estados. Em São Paulo, a federação também sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro e à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já em cenários como o da Paraíba, a orientação local caminha em direção oposta, mantendo o alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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