Justiça nega habeas corpus a ex-secretário de Campo Grande

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  • 19/05/2026 08:43

O desembargador Zaoar Murat Martins, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, Rudi Fiorese, preso na semana passada durante a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Gaeco e pelo Gecoc.

O magistrado solicitou informações à juíza May Melke, responsável por autorizar as prisões. Após esse procedimento, o caso será analisado pelos três desembargadores da 3ª Câmara Criminal.

Dos sete presos na operação, apenas Antônio Roberto Bittencourt obteve liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica. A decisão levou em conta sua idade, superior a 70 anos, e condições de saúde.

Além de Rudi Fiorese e Antônio Roberto, foram presos:

  • Edvaldo Aquino, coordenador do serviço de tapa-buraco

  • Mehdi Talayeh, superintendente da Sisep

  • Erick Antônio Valadão, servidor

  • Fernando de Souza Oliveira, servidor

  • Antônio Bittencourt, empresário e filho de Antônio Roberto

O caso

A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão. Durante as diligências, foram encontrados valores em espécie que somam R$ 429 mil, sendo R$ 186 mil na casa de um servidor e R$ 233 mil em outro endereço.

O Ministério Público Estadual (MPE) investiga uma organização criminosa acusada de fraudar sistematicamente a execução do serviço de manutenção de vias públicas em Campo Grande, manipulando medições e realizando pagamentos indevidos.

Segundo o MPE, entre 2018 e 2025, a empresa investigada obteve contratos e aditivos que totalizam R$ 113.702.491,02. A nota oficial afirma: “As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.”


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