Tereza reconhece vitória de Lula e só Catan e Rodolfo apoiam carta golpista de Flávio Bolsonaro

  • Política
  • 30/10/2026 09:24

Líder do PP no Senado, a senadora Tereza Cristina, reconheceu a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições deste ano após a divulgação da carta do senador Flávio Bolsonaro (PL), que chegou a ser declarar o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Apenas os deputados João Henrique Catan (Novo) e Rodolfo Nogueira (PL) manifestaram apoio à carta golpista do presidenciável.

“O atual momento exige serenidade e respeito ao resultado das urnas. A eleição acabou, e agora é hora de olhar para a frente e cuidar do Brasil que queremos construir”, afirmou Tereza, que tenta unir a direita e ser candidata a presidente do Senado contra o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil).

A posição da senadora sul-mato-grossense teve repercussão nacional porque ela chegou a ser cotada para vice-presidente na chapa de Flávio, é vice-presidente da poderosa Frente Parlamentar da Agropecuária e era cotada para o cargo de ministra das Relações Exteriores na eventual eleição de Flávio.


A nota de Tereza foi divulgada logo após o senador divulgar uma carta, após a fuga para os Estados Unidos, se declarando “o verdadeiro presidente eleito”. Flávio mudou a versão da carta para deixar o registro como o “líder da oposição” e anunciar que manterá a atuação dos Estados Unidos.

Não houve manifestação do presidente regional do PL, Reinaldo Azambuja, nem do governador Eduardo Riedel (PP) após a divulgação da carta. Ainda no domingo, o pepista publicou manifestação nas redes sociais reconhecendo a vitória de Lula e cobrando mudanças na condução da economia.

Isolados

A exceção no Estado foram os bolsonaristas João Henrique e Rodolfo. Derrotado nas eleições para o Governo, o deputado estadual compartilhou a primeira versão da carta golpista de Flávio, na qual se declarava “presidente eleito”. O senador teve 59 milhões de votos, contra 64 milhões de Lula.

Na mesma linha, Rodolfo também compartilhou a primeira versão da carta, na qual aparece “Brazil” no brasão. “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar. Que Deus abençoe o Brasil”, compartilhou o senador eleito Capitão Contar. Ele se limitou a destacar que era “importante recado” de Flávio.

 

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