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Polícia
17/04/2026 - 06:45
Operação da PF e do Gaeco mira policiais civis e fez buscas em 3 delegacias
Foto: Reproduçaõ: rede social
Campo Grande News
Três policiais civis estão entre os alvos da 2ª fase da Operação Audácia, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Federal com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) contra esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul.
 
O Campo Grande News apurou que mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos policiais e nas delegacias onde estão lotados atualmente – a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) em Dourados, a Delegacia de Polícia de Caarapó e a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande. Os nomes não foram revelados.
 
Já os três mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra o advogado Rubens Dariu Saldivar Cabral, contra um secretário dele cujo nome é desconhecido e contra Renan Oliveira Freitas, 34, o “Saveirão”, morador em Dourados.
 
Os 11 mandados de busca e apreensão e os 3 de prisão preventiva foram cumpridos em Dourados, Campo Grande, Caarapó e Fátima do Sul. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de R$ 18 milhões em bens dos investigados.
 
De acordo com a PF, a investigação começou após a prisão de Rubens Saldivar com R$ 100 mil em espécie, entre Ponta Porã e Dourados, em novembro de 2023. A partir desse flagrante, os policiais seguiram o rastro do dinheiro e identificaram a rede de pessoas ligadas ao advogado com movimentações financeiras incompatíveis.
 
Na primeira fase da operação, em julho de 2025, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e recolhidos celulares, computadores e documentos nos endereços dos alvos, um deles em um condomínio de alto padrão na região norte de Dourados. A quebra de sigilo dos dispositivos revelou indícios que fundamentaram a segunda fase da “Audácia”.
 
Condenado - Rubens Saldivar foi preso em Nova Alvorada do Sul em janeiro de 2025 após retirar um Audi A3 usado para transportar 21,6 quilos de pasta-base de cocaína. O motorista fugiu de policiais rodoviários federais na BR-163 e o carro foi levado para o pátio da PRF (Polícia Rodoviária Federal), mas não passou por vistoria detalhada.
 
Duas semanas depois, Saldivar foi até Nova Alvorada do Sul para retirar o Audi e encaminhá-lo para a perícia em Dourados. Entretanto, segundo a investigação da Polícia Civil, ele conduziu o veículo até uma oficina mecânica, para supostamente procurar algum rastreador que poderia ter sido instalado.
 
Depois, entregou o veículo a Lucinei Ribeiro de Oliveira e seguiu em uma SUV Honda CR-V dirigida pelo garagista Marlon Barroso de Andrade Lopes, os dois também de Dourados. Logo em seguida, os dois carros foram abordados pela PRF na BR-163 e o Audi levado para vistoria.
 
Ao desmontarem a caixa de ar, os policiais encontraram a droga e os três foram presos em flagrante. Rubens alegou que havia sido contratado para atuar na defesa do proprietário do Audi e negou envolvimento com a droga. Marlon disse que apenas o acompanhava. Lucinei acusou o advogado de contratá-lo para conduzir o carro até Dourados, mas também negou saber da cocaína.
 
Em outubro de 2025, eles foram condenados por tráfico de drogas e associação criminosa. Rubens Saldivar foi sentenciado a sete anos e seis meses, Lucinei a oito anos e nove meses e Marlon a dez anos, dois meses e 15 dias. Os três cumprem as penas em regime fechado.
 
Em nota oficial sobre a operação de hoje, a PF informou apenas que há servidores públicos entre os investigados, sem detalhar as funções. Procurada pela reportagem, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que as investigações são de responsabilidade da Polícia Federal, sem negar ou confirmar que os 3 policiais estivessem entre os alvos.
 
Operação Akã - Renan Oliveira Freitas, 31, o “Saveirão”, também já tinha sido preso pela Polícia Federal, em 19 de setembro de 2023, no âmbito da Operação Akã. “Saveirão” foi acusado de ser o responsável por contratar os motoristas que levavam a droga escondida em cargas lícitas da fronteira para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
 
Aquela operação também prendeu o “01” da organização, Izael de Souza Junior, 38, o “Cabeça”, apontado como o chefe do esquema. A droga vinda do Paraguai ficava armazenada em Dourados, onde era escondida em caminhões, principalmente de transporte de carne.
 
Por Helio de Freitas, de Dourados
    
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