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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, no Palácio do Planalto, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, para tratar da contratação de operação de crédito externo destinada ao financiamento do programa Rodar MS. A iniciativa prevê recursos de até US$ 200 milhões, a serem contratados entre o estado e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), com garantia da União. O projeto foi enviado pelo presidente ao Senado Federal, em mensagem publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Os investimentos têm como foco a manutenção de rodovias, a adaptação à resiliência climática e o reforço da segurança viária em Mato Grosso do Sul. Durante o encontro, Lula destacou a importância da cooperação entre União e estados: “Nunca na minha vida pensei em tratar o governador partidariamente. Se qualquer governador precisar, tiver razão e o projeto for bom, não tem como a gente não atender. Quem sabe um dia esse nosso comportamento possa ensinar o Brasil a ser um pouco mais republicano.” O governador Eduardo Riedel ressaltou a relevância da parceria e da contrapartida estadual de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, que permitirá restaurar 730 km de rodovias por meio de uma modalidade de PPP chamada Crema, garantindo manutenção por dez anos. Ele também lembrou outras parcerias recentes com o governo federal, como a participação conjunta na COP 15 e a concessão de 870 km de rodovias, que devem gerar investimentos de R$ 10 bilhões no estado. O Rodar MS busca ampliar a qualidade da infraestrutura de transporte, com ações voltadas à conservação da malha rodoviária, aumento da segurança e adaptação das estradas aos efeitos das mudanças climáticas. A operação de crédito terá prazo total de até 22 anos, com carência de 102 meses e amortização em 162 meses, em sistema de amortização constante e pagamentos semestrais. Estão previstos encargos como comissão de compromisso e taxa inicial de 0,25%, além de juros baseados na taxa SOFR acrescida do spread do BIRD. Como contrapartida, o governo estadual deverá aportar, no mínimo, 20% do valor total do projeto. A operação já conta com autorização legislativa estadual, parecer jurídico favorável e aprovação da Comissão de Financiamentos Externos. Com informações da Presidência da República |