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Com o fim da janela partidária e a correlação de forças estabelecida, os pré-candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul começam a definir o tom da campanha eleitoral de 2026. Entre eles estão Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT), João Henrique Catan (Novo) e Renato Gomes (DC).
Situação governista
Favorito na disputa, Eduardo Riedel (PP) aposta na aproximação com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) para conquistar o eleitorado de direita. O pepista conta com o apoio de seis partidos – Republicanos, PL, PP, MDB, PSD e União Brasil – e trabalha para tentar vencer já no primeiro turno, feito alcançado apenas por André Puccinelli (MDB) em 2006 e 2010. Riedel tem reforçado sua imagem junto ao agronegócio, entregando propostas de diretrizes para o setor ao presidenciável do PL. Além disso, aposta em obras de pavimentação e no pacote de parcerias público-privadas (PPPs) para investimentos em rodovias, saneamento e saúde.
Oposição petista
Do outro lado, Fábio Trad (PT) intensifica sua presença nas redes sociais, onde construiu notoriedade criticando o bolsonarismo. O petista tem destacado problemas enfrentados pela população, como a falta de medicamentos básicos nos postos de saúde e a carência de médicos no interior, em contraste com os números positivos da economia estadual. Trad também defende mais investimentos em saúde mental, apontando os altos índices de suicídio em Mato Grosso do Sul como uma pauta urgente. “Quem tem plano de saúde, resolve, mas é preciso ver a dor que ninguém vê”, afirmou em uma de suas publicações.
Disputa na direita
Já o candidato do Novo, João Henrique Catan, adotou como linha principal a desconstrução de Riedel como candidato da direita. Apesar do apoio do ex-presidente e do senador Flávio Bolsonaro ao governador, João Henrique insiste que Riedel não representa a direita legítima e se apresenta como a “verdadeira direita” de Mato Grosso do Sul. Uma das estratégias de João Henrique é o uso de bonecos animados que representam o governador, o ex-governador Reinaldo Azambuja e seus principais aliados, em vídeos que expõem contradições e problemas da atual gestão. Também na direita está o economista Renato Gomes (DC), que adota um estilo mais radical e direto. Ele tem ido pessoalmente a locais para mostrar problemas estruturais e utiliza estudos técnicos para apontar promessas não cumpridas desde a gestão de Reinaldo Azambuja. Também na direita está o economista Renato Gomes (DC), que adota um estilo mais radical e direto em suas críticas ao atual governador. O democrata-cristão tem se colocado na linha de frente, visitando locais para expor problemas estruturais e recorrendo a estudos técnicos para evidenciar promessas não cumpridas desde a gestão de Reinaldo Azambuja. Sua estratégia busca mostrar, de forma prática e documentada, as fragilidades da administração e reforçar sua imagem como opositor firme dentro do campo conservador.
Cenário eleitoral
A menos de seis meses do primeiro turno, os candidatos começam a disputar o coração e o voto de 1,97 milhão de eleitores sul-mato-grossenses. Enquanto o governista busca consolidar sua base e manter a força da atual gestão, a oposição tanto à esquerda quanto à direita aposta em críticas sociais, econômicas e ideológicas para desconstruir o discurso oficial e apresentar alternativas. |