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Após meses de silêncio e de manter a mudança de partido em sigilo, a senadora Soraya Thronicke oficializou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e assumiu publicamente a defesa da nova sigla. “O PSB é uma frente democrática que faz mais sentido para mim”, declarou a parlamentar, que também anunciou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com nove anos de trajetória política, Soraya ingressa em seu quinto partido. Ela surgiu como liderança dos movimentos de rua contra a corrupção e a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em 2018, filiada ao PSL, surpreendeu ao ser eleita senadora como aliada de Jair Bolsonaro, chegando a ocupar o cargo de vice-líder do governo no Senado. O rompimento com o ex-presidente ocorreu durante a CPI da Covid, quando passou a criticar abertamente oantigo padrinho político. Em 2022, concorreu à Presidência da República.
Novo comando no PSB/MS
Nesta terça-feira (7), Soraya assumiu a presidência do diretório regional do PSB em Mato Grosso do Sul, cargo que era ocupado pelo deputado estadual Paulo Duarte, que deixou a sigla para se filiar ao PSDB. Candidata à reeleição, Soraya atuará no apoio à chapa presidencial de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ela classificou o novo momento como fortalecimento da democracia e das pautas sociais e econômicas que defende.“Estou confiante de que faremos um ótimo trabalho para eleger deputados estaduais e federais, além de fortalecer ainda mais o partido em todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul, assumo esse compromisso com a sigla e com meus colegas da política”, afirmou. Soraya fará dobradinha com o deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa pelo Senado. Ambos serão os candidatos apoiados por Lula e reforçarão o discurso de que o presidente precisa de maioria parlamentar para governar. A estratégia será convencer o eleitorado de que votar em Lula e escolher adversários para o Senado pode inviabilizar uma eventual nova gestão petista. O grande desafio da dupla será conquistar o eleitor de Lula em Mato Grosso do Sul. Embora o presidente registre entre 25% e 30% nas pesquisas, os candidatos ao Senado apoiados por ele ainda não conseguem alcançar metade desse índice, o que exigirá forte articulação política e mobilização durante a campanha. |