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Saúde
31/03/2026 - 09:45
Com mais de 3 mil casos suspeitos de chikungunya, 14 cidades de MS enfrentam epidemia da doença
Foto: Edjalma Borges/Ministério da Saúde
Midiamax/Uol
Subiu para 14 o número de cidades com epidemia de chikungunya em Mato Grosso do Sul, segundo os dados do painel de arboviroses do Ministério da Saúde. O Estado acumula 3.588 casos prováveis da doença e sete mortes, com incidência de 122,7 casos a cada 100 mil habitantes, 11 vezes mais que a média nacional.
 
Com relação à semana anterior, apenas Douradina saiu da faixa de epidemia de chikungunya. A cidade tem 16 casos prováveis, e a incidência diminuiu de 304,8 para 277,4. Tecnicamente, uma epidemia é considerada em um território quando a incidência é maior que 300 casos por 100 mil habitantes.
 
Por outro lado, Paraíso das Águas, Amambai, Figueirão e Jateí entraram na lista de cidades com epidemia da doença nesta semana, conforme as informações atualizadas nesta segunda-feira (31), com dados até a última sexta-feira (27). Confira a relação completa:
 
Fátima do Sul – incidência de 2.288 (492 casos prováveis – 485 suspeitos e 7 confirmados)
Jardim – incidência de 1.118,2 (274 casos prováveis – 231 suspeitos e 43 confirmados)
Sete Quedas – incidência de 1.068,7 (121 casos prováveis – 99 suspeitos e 21 confirmados)
Vicentina – incidência de 584,2 (38 casos prováveis – 27 suspeitos e 11 confirmados)
Selvíria – incidência de 573,7 (50 casos prováveis – 1 suspeito e 49 confirmados)
Paraíso das Águas – incidência de 496,4 (29 casos prováveis – 15 suspeitos e 14 confirmados)
Guia Lopes da Laguna – incidência de 435 (44 casos prováveis – 27 suspeitos e 17 confirmados)
Bonito – incidência de 423,4 (106 casos prováveis – 57 suspeitos e 49 confirmados)
Corumbá – incidência de 396 (391 casos prováveis – 364 suspeitos e 27 confirmados)
Antônio João – incidência de 391,1 (38 casos prováveis – 36 suspeitos e 2 confirmados)
Água Clara – incidência de 368,7 (66 casos prováveis – 64 suspeitos e 2 confirmados)
Amambai – incidência de 364,1 (152 casos prováveis – 131 suspeitos e 21 confirmados)
Figueirão – incidência de 346,6 (13 casos prováveis – 1 suspeito e 12 confirmados)
Jateí – incidência de 305,9 (11 casos prováveis – 7 suspeitos e 4 confirmados)
Alta maior que 35% em Bonito
A situação da epidemia piorou em seis cidades do Estado, com relação ao número de casos em proporção à população: Bonito (+35,3%), Guia Lopes da Laguna (+23,5%), Água Clara (+18,7%), Antônio João (+4%), Selvíria (+1,5%) e Sete Quedas (+0,4%).
 
Além disso, entre as cidades com epidemia, a incidência da doença diminuiu em Jardim (-0,7%), Fátima do Sul (-2,8%) Corumbá (-4,5%) e Vicentina (14%).
 
Outros municípios — como Dourados, Costa Rica, Douradina e Itaporã — estão muito próximos da faixa de epidemia, com incidência superior a 250 casos a cada 100 mil habitantes.
 
Casos prováveis e suspeitos
Em cenário de surto de doenças, pacientes com sintomas típicos de chikungunya são clinicamente classificados como casos suspeitos da doença. No entanto, os exames são realizados apenas no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), em Campo Grande. Assim, é necessário aguardar a análise laboratorial para confirmar os casos.
 
Conforme o painel do Ministério da Saúde e os boletins epidemiológicos da SES (Secretaria Estadual de Saúde), os casos prováveis (soma das suspeitas e confirmações) são levados em consideração para o cálculo da incidência da doença.
 
Cidades com poucos habitantes e quase nenhum exame concluído podem ter um salto na incidência, mesmo com baixo número de casos suspeitos.
 
É o caso de Jateí, um dos municípios menos populosos de Mato Grosso do Sul, com 3.586 moradores. A cidade tem só 11 casos prováveis, e apenas quatro deles foram confirmados. Os outros sete ainda estão aguardando o resultado dos exames do Lacen. No entanto, o cálculo da proporção de casos prováveis para a quantidade de habitantes resulta em uma incidência de 305,9.
 
O Jornal Midiamax pediu informações ao Lacen sobre a realização de exames, o prazo de liberação de resultados e o fluxo entre coleta, envio e processamento das amostras. Não houve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
 
E Dourados?
Apesar de ter registrado o maior número de mortes (5) e até receber apoio da Força Nacional do SUS, a segunda cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul tem taxa de incidência de 282,2. O número subiu 24,2% com relação à semana anterior, mas ainda não configura como epidemia de chikungunya.
 
No entanto, a reserva indígena da cidade tem 15.023 habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e registrou 1.304 casos prováveis. Ou seja, a taxa de incidência nas aldeias é superior a 8,6 mil, e a epidemia está concentrada entre os indígenas da reserva.
 
Mortes por chikungunya
O ano passado era o mais letal para chikungunya no Estado. A primeira morte foi registrada em 4 de fevereiro de 2025, em Dois Irmãos do Buriti. As próximas mortes foram registradas ao longo de abril, quando o número total subiu para sete. Mais cinco pessoas morreram em maio de 2025, outras seis e junho e, a última, em julho.
 
Neste ano, faltando um dia para o fim de março, o Estado já acumula sete mortes. O óbito mais recente foi confirmado no sábado (28). A vítima é uma mulher com mais de 80 anos, que morava em Jardim. Além disso, em Bonito, morreu um homem de 72 anos, com diabetes e pressão alta.
 
Em Dourados, a primeira morte foi registrada em 25 de fevereiro: uma mulher de 69 anos, também com diabetes e pressão alta. Em 9 de março, morreu um homem de 73 anos. No dia seguinte, foi registrado o óbito de um bebê de três meses. Em 12 de março, mais uma mulher morreu, com 60 anos de idade. Por fim, a morte de um bebê de um mês foi registrada no último dia 24.
 
Murilo Medeiros
    
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