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A decisão de prender novamente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira (4), foi tomada porque a Polícia Federal encontrou no celular do empresário mensagens que citam uma tentativa de assalto contra um jornalista como forma de intimidação. O nome do jornalista não foi revelado.
O banqueiro foi preso preventivamente (sem tempo determinado) em nova fase da Operação Compliance Zero. A ordem partiu do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator das investigações sobre o caso Master.
Mendonça avaliava a decisão desde a última sexta-feira (27). A informação é de que ele recebeu pouco material da PF até o momento.
No material recebido por Mendonça, não há indício de envolvimento dos advogados de Vorcaro no esquema de ameaça ao jornalista.
Também não há menção a ligações de Vorcaro com Dias Toffoli ou Alexandre de Moraes.
O ministro tarjou o nome do jornalista no processo, mas o profissional foi informado. Depende dele agora abrir a informação.
Foi constatada invasão indevida de sistemas, inclusive da própria PF, MPF (Ministério Público Federal) e falsificação de documentos públicos. Foi simulada a assinatura de membro do Ministério Público.
Um grupo chamado de "A Turma", liderado por uma pessoa com o apelido "Sicário", fez ameaças à integridade física também de outras pessoas.
Há também suspeita de agentes públicos envolvidos: dois ocupantes de altos cargos no Banco Central, que auxiliavam Vorcaro e atendiam a interesses dele. Os dois foram afastados do cargo pela decisão.
Como mostrou a reportagem, nesta quarta-feira foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central.
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