|
Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tatiana dedica décadas ao estudo da biologia celular e dos mecanismos de regeneração do sistema nervoso. Seu trabalho ganhou destaque ao investigar uma proteína experimental capaz de criar um ambiente mais favorável para que os neurônios voltem a se comunicar após traumas graves, algo que por muitos anos foi tratado pela medicina como praticamente irreversível.
As descobertas da equipe brasileira não surgiram da noite para o dia. Foram anos de pesquisa básica, testes em laboratório e análises minuciosas até alcançar resultados que mostraram melhora na comunicação entre células nervosas em modelos experimentais. Para a comunidade científica, o avanço representa um passo relevante no entendimento de como estimular o reparo do tecido neural, abrindo portas para futuras terapias.
Com a repercussão, o trabalho passou a ser visto como uma luz no fim do túnel para pessoas que sofreram acidentes graves e convivem com limitações motoras. Ainda assim, a própria pesquisadora reforça que a ciência avança por etapas. Os resultados são promissores, mas exigem cautela, validações clínicas rigorosas e tempo para que possam se transformar em tratamentos amplamente disponíveis.
Mesmo com a rotina intensa de pesquisas, aulas, orientações e captação de recursos, Tatiana se tornou uma figura próxima de pacientes que acompanham cada nova atualização de seus estudos. Histórias de pessoas que voltaram a ter pequenas respostas motoras em protocolos experimentais ajudaram a impulsionar o interesse público pelo tema e a importância do investimento contínuo em ciência.
O reconhecimento internacional que vem acompanhando a trajetória da bióloga também evidencia a força da produção científica nacional. Em um cenário global altamente competitivo, o laboratório da UFRJ se firma como referência em regeneração neural, atraindo parcerias, colaborações e atenção de centros de pesquisa estrangeiros.
Fonte: D24am
|