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04/01/2026 - 08:23
Governo Lula vê cenário incerto no comando da Venezuela em meio a novo ultimato dos EUA à vice de Maduro
Foto: Divulgação
Terra
 
O governo Luiz Inácio Lula da Silva disse reconhecer a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, como atual governante do país após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA na madrugada deste sábado (3/1).
 
A declaração foi feita por Laura da Rocha, Secretária-Geral das Relações Exteriores, após reunião com o presidente Lula e outros integrantes do governo no Itamaraty para discutir a situação no país vizinho.
 
Lula, que condenou a ação contra Maduro, participou virtualmente da conversa, pois está no Rio de Janeiro, onde passou a virada do ano.
 
Nos bastidores, no entanto, o Planalto ainda tenta coletar informações sobre a situação atual na cúpula de poder da Venezuela e diz que Delcy Rodríguez tenta negociar com Washington e que dessa negociação depende sua permanência no poder.
 
"Ela só fica [no poder] se der o que eles [EUA] querem", disse à BBC News Brasil uma fonte que acompanha as discussões do tema.
 
Segundo essa fonte, as negociações continuam, mas se sabe que os EUA fizeram pedidos considerados "inaceitáveis" a Caracas.
 
Para um diplomata brasileiro que também acompanha a situação da Venezuela, não estaria claro para o Palácio do Planalto qual é o plano dos Estados Unidos para a Venezuela sem Maduro, apesar das declarações oficiais.
 
À imprensa, o presidente dos EUA Donald Trump, afirmou que os EUA governarão o país após a derrubada de Maduro, até uma "transição" para uma nova administração venezuelana.
 
A incerteza, segundo o diplomata, se consolidou a partir da contradição entre as declarações de Trump e da vice Delcy Rodríguez neste sábado.
 
Trump afirmou que Rodríguez estaria "disposta" a fazer o que os Estados Unidos determinassem sobre o futuro da Venezuela. Ele disse também que Washington passaria a controlar a indústria petroleira venezuelana - o país é dono das maiores reservas de petróleo do mundo.
 
"Marco [Rubio] está trabalhando nisso diretamente. Ele acabou de ter uma conversa com [Rodriguez] e ela está essencialmente disposta a fazer o que nós acharmos necessário para fazer a Venezuela grande de novo", disse Trump durante uma entrevista na manhã deste sábado.
 
Horas depois, porém, Rodriguez fez uma live transmitida na conta de Maduro nas redes sociais rechaçando a queda de Maduro, a quem chamou de "único presidente". Prometeu defender a Venezuela e seus "recursos naturais".
 
Já o secretário de Estado, Marco Rubio, fez espécie de novo ultimato a Rodríguez, dizendo que os Estados Unidos tomarão decisões nos próximos dias com base nas "ações e nos fatos" do governo venezuelano.
 
"Achamos que eles terão oportunidades únicas e históricas de prestar um grande serviço ao país, e esperamos que aproveitem essa oportunidade", disse Rubio ao jornal The New York Times, referindo-se a integrantes do governo venezuelano.
 
Há pelo menos duas semanas o governo brasileiro via o então governo da Venezuela liderado por Nicolás Maduro como "isolado" e não acreditava que China ou Rússia poderiam intervir efetivamente em caso de uma ação militar norte-americana em território venezuelano, mesmo que a condenassem publicamente - como de fato o fizeram.
 
Na avaliação de um interlocutor do presidente Lula, China e Rússia estariam mais interessadas, neste momento, em suas próprias questões regionais como a guerra na Ucrânia, no caso russo, e a reivindicação histórica do governo chinês pelo território de Taiwan.
 
O temor, acordo com interlocutores do presidente Lula, é o pós-Maduro na Venezuela.
 
Há receio de que disputas internas dentro das Forças Armadas do país ou entre milícias armadas existentes possa levar a um quadro de desordem social semelhante ao observado em países do Oriente Médio e da África como o Iraque e a Líbia após as intervenções de países da Europa e dos Estados Unidos que depuseram os ditadores Saddam Hussein e Muamar Khadafi.
 
Um dos temores externados por uma fonte ouvida pela BBC News Brasil em caráter reservado era que conflitos internos possam levar à instabilidade na fronteira da Venezuela com o Brasil e aumento, por exemplo, no fluxo de imigrantes pela divisa que o país faz com o Brasil em Roraima.
    
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